Comportamento sexual é DSTs – mulher que faz sexo com mulher

Mulheres que fazem sexo com mulher são, assim como homens que fazem sexo com homens, um grupo diverso com variações na identidade sexual, comportamentos sexuais, práticas sexuais e comportamentos de risco.

Estudos populacionais indicam que algumas mulheres que fazem sexo com mulher, particularmente adolescentes e mulheres jovens, assim como mulheres que fazem sexo com ambos, homem e mulher, possuem alto risco para infecção por doenças sexualmente transmissíveis e HIIV.

Analisando a diversidade de práticas sexuais e o uso de estratégias de redução de risco entre as mulheres que fazem sexo com mulher, o uso de proteção de barreira entre parceiras mulheres (luvas durante o sexo digital-genital, preservativo em brinquedos de penetração genital e proteção de látex ou plástico como dental dams para sexo oral-genital) é infrequente e inconsistente.

Práticas envolvendo contato digital-vaginal ou digital-anal, principalmente com itens de penetração compartilhados, são um possível meio para transmissão de infeções presentes nas secreções cervicovaginais (colo do útero e vagina) e anal. Essa possibilidade de transmissão é comprovada pela concordância da infecção por trichomonas entre mulheres que fazem sexo com mulher.

A maioria da alto identificadas mulheres que fazem sexo com mulher (53-97%) já teve sexo com homem no passado ou ao longo da sua vida, e 5 -28% mantém a prática de sexo com homem além de sexo com mulher no último ano.

HPV, que pode ser transmitido através do contato pele com pele, é comum entre mulheres que fazem sexo com mulher, podendo ser transmitido na relação sexual entre as mesmas.

O DNA do HPV tem sido detetado no colo, vagina e vulva em 13 -30% de mulheres que fazem sexo com mulher; entre as que relataram nunca terem tido sexo com um parceiro homem 26% tinha HPV 16 (alto risco de câncer) e 42% tinham HPV 6 (baixo risco de câncer). Preventivos (Papanicolaus) de alto e baixo risco para câncer tem sido encontrados em mulheres que fazem sexo com mulher sem nenhum parceiro sexual masculino prévio.

Então, mulheres que tem sexo com mulher, tem alto risco de aquisição do HPV mesmo não tendo parceiro masculino previamente. Assim, a coleta do preventivo e a vacinação contra o HPV deve ser oferecida para mulheres sem levar em conta a orientação sexual delas.

A transmissão genital do VHS-2 (vírus herpes simples tipo 2) entre parceiras mulheres é rara, mas pode ocorrer. Entre mulheres de 18-59 anos a soroprevalência de VHS-2 foi de 30% entre mulheres relatando o mesmo parceiro sexual no último ano, 36% entre mulheres relatando o mesmo parceiro sexual ao longo da vida, e 24% entre mulheres com vários parceiros sexual ao longo da vida.

Entre mulheres autoidentificadas como lésbicas e homossexuais, a soroprevalência de vírus herpes tipo 2 foi de 8%.

O Vírus herpes simples tipo 2 é considerado de localização genital, e o tipo 1, de localização oral, com a frequente prática sexual orogenital entre mulheres que fazem sexo com mulheres ocorre maior risco de infecção genital pelo Vírus herpes simples tipo 1.

A transmissão de agentes bacterianos sexualmente transmissíveis entre parceiras sexuais femininas é menos frequente, mas transmissão de sífilis ocorre entre parceiras femininas provavelmente através do sexo oral.

A taxa de transmissão de Clamidia trachomatis entre mulheres é desconhecida, essas infeccões também podem ter sido adquiridas de um parceiro masculino passado ou atual, mas a infecção por clamidia em mulheres que fazem sexo com mulher é mais comum do que se acredita. Fazer sexo apenas com mulher não protege contra esse tipo de infecção.

A Vaginose bacteriana é comum entre mulheres em geral e ainda mais entre mulheres com parceiro sexual feminino. A Vaginose bacteriana é causada pelas bactérias Gardnerella e Mobuluncus. Comportamentos sexuais que facilitem a transferência de fluído vaginal e bactérias entre as parceiras estão envolvidos com a frequência da infecção.

Em estudo envolvendo casais monogâmico demonstrou que parceiras femininas frequentemente compartilham idênticos tipos de Lactobacillus genitais.

Num estudo de mulheres que fazem sexo com mulheres, a contaminação extravaginal (oral e anal) por bactérias associadas a Vaginose bacteriana foram consideradas fator de risco para um evento de Vaginose bacteriana em uma ou ambas as parceiras.

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