Por que homens tem ereção dormindo?

O processo de ereção e detumescência peniana é composto de sete fases: flacidez, latência, tumescência, ereção total, ereção rígida, detumescência inicial, detumescência lenta e detumescência rápida.

No estado flácido o fluxo arterial do tecido erétil peniano é relativamente baixo, devido à contração da musculatura lisa cavernosa e suas artérias. O fluxo nesse período é apenas o suficiente para manter a nutrição mínima dos corpos cavernosos.

A partir do estímulo sexual, ocorre liberação de neurotransmissores dos terminais nervosos cavernosos (estrutura erétil do pênis) resultando em relaxamento dessa musculatura. A consequência desse relaxamento é a  dilatação das artérias e arteríolas causando um aumento no fluxo sanguíneo, associado ao represamento desse sangue pela expansão dos sinusoides (espaços onde o sangue entra na ereção) e pela compressão do plexo venoso (por onde o sangue sairia caso não estivesse comprimido), contribuindo com a rigidez peniana.

Na detumescência (perda da rigidez peniana) observam-se três fases: na primeira ocorre um aumento da pressão nos corpos cavernosos; na segunda fase há uma diminuição lenta e progressiva da pressão devido à abertura do sistema venoso e saída do sangue represado; e na terceira fase observa-se uma rápida queda da pressão intracavernosa com reestabelecimento completo da capacidade de drenagem venosa (saída do sangue pelas veias penianas).

As trocas sanguíneas do corpo esponjoso e glande funcionam um pouco diferente do corpo cavernoso. Durante a ereção, o fluxo arterial aumenta da mesma forma no corpo esponjoso e glande comparado ao corpo cavernoso, no entanto, a pressão não aumenta da mesma forma que nele devido a espessura da túnica albugínea (membrana que mantem os corpos cavernosos e esponjoso juntos);  no corpo esponjoso a túnica albugínea é muito fina e na glande praticamente não existe; assim, faz mínima compressão venosa e a saída de sangue.

A rigidez dos corpos esponjosos e glande relacionam-se com a compressão parcial do plexo venoso dorsal e veias circunflexas durante a fase de ereção total dos corpos cavernosos e pela ação dos músculos ísquios e bulbocavernosos, durante a fase de ereção rígida.

Pelo exposto, espero que tenha dado para entender que o pênis fica rígido por um movimento de relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos, agora entenda o que acontece durante o sono.

Até os anos 50 do século XX, a maioria das pessoas imaginava que o sono fosse uma parte passiva ou inativa das nossas vidas diárias. Hoje, sabemos que o nosso cérebro mantém-se muito ativo enquanto dormimos. Além disso, o sono afeta o nosso desempenho diário e a nossa saúde física e mental de muitas formas, mas estamos apenas começando a entender como isso ocorre de fato.

O sono é um estado marcado pela diminuição da consciência, redução dos movimentos musculares esqueléticos e lentificação do metabolismo, tem função restauradora essencial e importante papel na consolidação da memória. É um processo neuroquímico envolvendo centros cerebrais promotores do sono e do despertar. A propensão ao sono depende de dois fatores principais: a quantidade acumulada de privação de sono e a fase do relógio circadiano, que aumenta o sono à noite.

Neurotransmissores controlam o ciclo sono-vigília atuando em diferentes grupos de neurônios no cérebro. Neurônios no tronco cerebral produzem neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que mantêm algumas partes do cérebro ativas enquanto estamos acordados; enquanto outros neurônios parecem “desligar” os sinais que nos mantém acordados. Algumas pesquisas sugerem que níveis de adenosina se elevem na corrente sanguínea enquanto estamos acordados causando sonolência, e caem gradualmente enquanto dormimos.

Quando dormimos, geralmente passamos por cinco fases distintas do sono: estágios 1, 2, 3, 4 e REM (rapid eye movement). Estes estágios progridem num ciclo, do estágio 1 ao sono REM, e, então, o ciclo se inicia novamente com o estágio 1. Gastamos, em média, 50% do nosso tempo total de sono no estágio 2, cerca de 20% em sono REM e 30% nos demais estágios. Os lactentes (bebes que mamam – até 6 meses de idade) gastam cerca da metade do seu tempo de sono em sono REM.

Durante o estágio 1, que é superficial e fugaz, mergulhamos no sono, voltamos à vigília e podemos ser despertados com facilidade; é um estágio transicional entre a vigília (estar acordado) e o sono, durando cerca de 5 a 10 minutos. A respiração se torna lenta e regular, a frequência cardíaca diminui e os olhos exibem movimentos lentos de rolagem. No EEG (eletroencefalograma), este estágio se caracteriza pela presença de ondas de baixa amplitude e frequência de 3 a 7 Hz (ondas teta). Nossos olhos movem-se muito lentamente e a atividade muscular torna-se gradualmente mais lenta. Quando despertamos a partir deste estágio é possível ter lembranças fragmentadas de eventos ambientais ocorridos no período. Muitas pessoas apresentam súbitas contrações musculares, conhecidas como “mioclonias hípnicas”, várias vezes precedidas de uma sensação de estar caindo. Estes movimentos súbitos são similares ao estremecimento que acontece quando levamos um susto.

Quando entramos no estágio 2, nossos movimentos oculares param, e nossas ondas cerebrais tornam-se mais lentas, é um estágio mais profundo de sono, no qual pensamentos e imagens fragmentadas passam pela mente, os músculos esqueléticos relaxam e há poucos movimentos corporais; representando cerca de 50% do tempo de sono dos adultos. No EEG surgem os chamados complexos K, que são acompanhados por ocasionais surtos de 5 a 7 ondas de 12 a 15 Hz, em forma de crescendo-decrescendo, os chamados “fusos de sono”.

No estágio 3, começam a aparecer ondas extremamente lentas no EEG (0,3 a 2Hz), as chamadas ondas delta, intercaladas por ondas menores e mais rápidas; o estágio 3 é um estágio mais profundo com maior redução da frequência respiratória e cardíaca. No estágio 4, as ondas são quase que exclusivamente de frequência delta no EEG. É muito difícil acordar alguém durante os estágios 3 e 4, que juntos são chamados de estágio delta, sono de ondas lentas ou de sono profundo. No estágio 4  não há movimento ocular ou atividade muscular, é o estágio mais profundo do sono, geralmente ocorre no primeiro terço da noite, após o qual o sono geralmente não progride até o estágio 3. Pessoas acordadas durante o sono profundo não se orientam imediatamente e, frequentemente, sentem-se “grogues” e desorientadas por alguns segundos depois que despertam. É comum, em crianças, a ocorrência de enurese noturna, terror noturno ou sonambulismo durante o sono profundo. Os estágios 1, 2, 3 e 4 são chamados em conjunto de sono não-REM (NREM).

Quando passamos para o sono REM, nossa respiração se torna mais rápida, irregular e superficial. A frequência cardíaca e a pressão arterial tornam-se variáveis. Ocorre atonia muscular, que atinge toda a musculatura corporal, exceto o diafragma e os músculos oculomotores. Os olhos movimentam-se em várias direções, em surtos rápidos, a intervalos regulares e, em homens, ocorre ereção peniana. Quando pessoas são despertadas durante o sono REM, frequentemente descrevem histórias bizarras e ilógicas que compõem os seus sonhos.

No EEG, o sono REM é caracterizado por ondas na faixa de frequência mista, com baixa voltagem, dentro da faixa teta. A dessincronização do EEG resulta da ativação da formação reticular mesencefálica. As ondas teta assumem em alguns momentos um aspecto semelhante a dentes de serra. Ocorre também atividade alfa (geralmente 1 a 2 ciclos mais baixos do que a atividade alfa da vigília).

O primeiro período de sono REM geralmente ocorre cerca de 70 a 90 minutos após o início do sono. Um ciclo completo de sono dura entre 90 e 110 minutos. Os primeiros ciclos de sono a cada noite contêm períodos relativamente curtos de sono REM e períodos longos de sono profundo. À medida que a noite passa, os períodos de sono REM aumentam enquanto os de sono profundo diminuem. Pela manhã, as pessoas passam quase todo o seu período de sono nos estágios 1, 2 e REM.

O sono não REM, além de contribuir para o repouso físico, pode também auxiliar o sistema imunológico e estar relacionado aos ritmos do sistema digestivo.

Quando passamos para o sono REM, nossa respiração se torna mais rápida, irregular e superficial. A frequência cardíaca e a pressão arterial tornam-se variáveis. Ocorre atonia muscular, que atinge toda a musculatura corporal, exceto o diafragma e os músculos oculomotores. Os olhos movimentam-se em várias direções, em surtos rápidos, a intervalos regulares e, em homens, ocorre ereção peniana. Quando pessoas são despertadas durante o sono REM, frequentemente descrevem histórias bizarras e ilógicas que compõem os seus sonhos.

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