O que zinco tem a ver com sexo?

A deficiência prolongada de zinco pode provocar: anorexia (pelo aumento dos níveis de norepinefrina e alterações no hipotálamo), retardo de crescimento e defeito no crescimento fetal (na gravidez), cicatrização lenta, intolerância a glicose pela diminuição na produção de insulina (pré-diabetes), hipogonadismo (falha na produção dos hormônios ovarianos e testiculares), impotência sexual (disfunção erétil)  e atrofia testicular (testículos menores que o normal), atraso na maturação sexual e esquelética, restrição da utilização de vitamina A, fragilidade das células vermelhas do sangue (eritrócitos), diminuição da atividade da interleucina-2 (mediador inflamatório de defesa), disfunções imunológicas com consequente infecções recorrentes, hipogeusia (diminuição do paladar), desordens de comportamento, aprendizagem e memória, diarreia, dermatite e alopecia queda de cabelo).

Os fatores que podem levar a deficiência de zinco são: consumo inadequado de zinco, consumo de fitatos e fibras que diminuem a biodisponibilidade de zinco, desnutrição energético-proteica, má-absorção, insuficiência renal crônica entre outras doenças.

O zinco participa de muitas reações do metabolismo celular, incluindo processos fisiológicos, tais como função imune, defesa antioxidante, crescimento e desenvolvimento. A recomendação deste nutriente para a população sadia é 8mg/dia para mulheres e 11mg/dia para homens.

Os alimentos diferem no seu conteúdo de zinco, variando de 0,002mg/100g de clara de ovo, 1mg/100g de frango até 75mg/100g de ostras. Mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, miúdos e ovos são consideradas as melhores fontes de zinco. Nozes e leguminosas são fontes relativamente boas de zinco. A quantidade de proteína da refeição tem efeito positivo na absorção do zinco, porém proteínas específicas como a caseína (proteína do leite) tem efeito inibitório na absorção.

Estudos in vitro da disponibilidade de Ferro, Cálcio e Zinco de uma refeição contendo 4 componentes alimentares diferentes (café, vitamina C, farinha de trigo e pectina), observaram que com exceção da vitamina C, todos os demais componentes tiveram efeitos negativos na disponibilidade desses minerais, sendo que o maior efeito foi da farinha de trigo, e o Zinco foi o elemento traço que sofreu maior interferência. O ferro, se fornecido junto com Zinco através de suplemento pode ter efeito negativo na absorção do Zinco.

O nível plasmático (que deve ser maior que 70 g/dl é considerado um indicador inadequado, pois o organismo tenta conservar valores normais durante a deficiência. Apenas na deficiência grave há diminuição do zinco no plasma.

O Zinco faz parte de aproximadamente 300 enzimas, além disso está envolvido na estabilização de membranas estruturais e na proteção celular, tem função antioxidante além de participar da organização do DNA e RNA, influenciando a divisão celular. A concentração do hormônio de crescimento (IGF-1) também diminui na deficiência de Zinco. Pessoas com diabetes tem elevada eliminação de zinco pela urina, o que pode levar a deficiência dele.

Há também relação entre zinco e sinais de membrana na regulação hormonal, observando-se melhora da interação dos hormônios e seus receptores, em especial hormônio de crescimento e prolactina. Além disso, há evidências que a suplementação de zinco reduz o impacto de muitas doenças, pois promove melhora do sistema imune, inclusive em pacientes HIV positivos.

No sistema nervoso, o Zinco é essencial na neurogênese (formação de novos neurônios), na migração neuronal e nas sinapses (união entre os neurônios); sua deficiência afeta o desenvolvimento cognitivo (capacidade de pensar) em crianças. O zinco ainda participa da capacidade de adaptação da visão noturna, podendo ter papel terapêutico na degeneração macular (problema que pode levar a cegueira).

Como o zinco está presente na enzima conversora de angiotensina encontrada no endotélio vascular responsável por uma ação vasoconstritora, tendo ação na regulação da pressão arterial. Essa enzima também é encontrada nos testículos, a deficiência de zinco resulta na redução da atividade da enzima conversora de angiotensina tendo efeito na maturação testicular dos espermatozoides e fertilidade, então, a presença de zinco é fundamental para a produção de espermatozoides.

A primeira manifestação da deficiência de zinco, clinicamente identificável é a acrodermatite enteropática, uma desordem congênita que surge na infância e é caracterizada por alopecia (perda de cabelo), diarreia, lesões de pele e imunodeficiência celular.

Não vacile, procure manter seu zinco no nível de normalidade, bom para saúde física, mental e sexual.

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